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IPD e Câmara Francesa trazem especialista francês para conhecer a produção dos perímetros irrigados do norte de MG

23/07/2010


Segundo Raymond Bonin, o Brasil precisa aprimorar a comercialização de produtos in natura para conquistar novos mercados no exterior.

O especialista e consultor francês em distribuição de frutas e verduras, Raymond Bonin, esteve no Brasil no mês de junho para conhecer o mercado produtos in natura do país. Bonin, que faz parte do grupo de consultores especializados com mais de 3 mil voluntários sêniors franceses (Ecti), veio prestar consultoria através de iniciativa do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), que desenvolve projetos voltados para a sustentabilidade do país, e da Câmara de Comércio França-Brasil.

Com mais de 40 anos de experiência em comercialização de frutas e verduras em grandes mercados da Europa, Bonin ficou impressionado com a qualidade dos produtos brasileiros, mas alertou que é necessária atenção ao comércio desses produtos. “É preciso pensar no processo de comercialização desde o inicio da produção. Ter organização de mercado desde o princípio”, disse. Para ele os produtos brasileiros são excelentes, mas é necessário aprender a vendê-los diante de mercados promissores.

Bonin visitou o estado de Minas Gerais e conheceu um projeto do Instituto em convênio com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), localizado nos Perímetros irrigados do Jaíba, denominado projeto de “Dinamização Econômica da Agricultura Familiar dos Perímetros de Perímetros irrigados do Jaíba , etapa 1”. Segundo Bonin o que impressiona no processo de produção dos produtos in natura do Brasil é a qualidade de estrutura, como a Centraljai (Central das Associações de Produtores Rurais), o perímetro irrigado do Jaíba e a produção de lima ácida thaiti (limão thaiti) e banana.

O especialista também trocou experiências com empresários e representantes de cooperativas regionais e falou diretamente com produtores sobre a comercialização e negociação entre os mercados internos e os de exportação. Bonin alertou sobre a definição de estratégias para o mercado da produção cooperada de produtos in natura. Segundo ele é preciso um controle maior sobre os preços e valorização da produção. “Poderia existir, por exemplo, um mercado atacadista para controlar e definir preços dos produtos sem muitas intervenções e negociadores”, alertou.

Controle e organização não devem acontecer somente quando o produto está dentro do país, mas quando ele vai para o exterior. Para o diretor da Câmara de Comércio França-Brasil, Ivo Charvet, uma possibilidade de aumentar a exportação da produção cooperada de produtos in natura no mercado europeu é a instalação de um escritório de negócios em um dos países do continente, como a França. A proposta, que já é realizada por outros países, como o Chile garante a qualidade da comercialização dos produtos nacionais e facilita a distribuição de modo organizado e unificado entre os 26 países europeus.

Prova de que o mercado brasileiro ainda precisa aprimorar a comercialização dos produtos é a falta de laranjas brasileiras nas prateleiras dos supermercados europeus. “Apesar de o Brasil ser o maior produtor de laranjas do mundo, não vemos a fruta nos mercados da Europa. Vários países exportam laranjas e há uma diversidade delas nas prateleiras dos supermercados, exceto as brasileiras, que deveriam estar liderando o mercado”, alertou Bonin.

Outra orientação de Bonin é a abertura e oportunidade de mercados durante os períodos de entre-safra, ou seja, momentos em que os produtos ficam escassos e países da Europa precisam importar. O Chile, por exemplo, aproveita entre-safra no período de Natal para exportar cereja, pêssego e damasco.

Apesar dos problemas em relação a comercialização Bonin acredita que o Brasil possui um mercado promissor e a experiência está sendo enriquecedora e muito bonita. “Adorei as paisagens do país. Já fiz mais de cem fotos”, brincou.


O mercado da produção cooperada de produtos in natura no Paraná

Durante a visita ao Brasil, Raymon Bonin também conheceu a cidade de Campo Largo, no Paraná. O especialista conversou diretamente com produtores de cooperativas e de produtos específicos da região, como de cereais e uvas. Em Curitiba, além do IPD, o consultor francês conheceu o Mercado Municipal e como é o comércio e qualidade dos produtos in natura Visitou também a Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) e o Serviço de Apoio a Pequenas e Médias Empresas (Sebrae).

Consultoria de qualidade

O especialista e consultor francês, Raymond Bonin, faz parte de um dos maiores grupos de voluntários sêniors da França. A Ecti (www.ecti-vsf.org) é uma associação independente e sem fins lucrativos e que tem como objetivo expansão econômica e social através da cessão voluntária de conhecimentos especializados para atender empresas e associações. O grupo reúne antigos executivos e responsáveis por empresas, com grande experiência prática em áreas técnicas, comerciais ou de gerência. São pessoas que apresentam um potencial capaz de responder a inúmeras solicitações e demandas de mercado.

Com mais de 30 anos de experiência, o grupo conta com mais de 3 mil especialistas nas mais variadas áreas. Ao todo são realizadas 2 mil consultorias por ano. Associações, empresas, fundações e organizações podem contar com consultoria especializada e com baixo custo. Isto porque a empresa que contrata a consultoria da Ecti deve custear todos os deslocamentos, hospedagens e despesas contratuais e administrativas. O valor do investimento é bem inferior à uma consultoria do exterior, que não seja contratada através do grupo de voluntários.

Para Bonin a possibilidade de trocar conhecimentos adquiridos durante toda a vida profissional e realizar consultorias nos mais variados países se traduz em uma grande satisfação e a volta as atividades que sempre gostou de desenvolver. “O Ecti me deu a chance de ensinar e aprender coisas novas. A troca de experiência e conhecimento é enriquecedora”, concluiu.

Confira matéria publicada no site da Prefeitura de Campo Largo
http://site.campolargo.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=391

 

Informações para a imprensa
Vanessa Dasko
Assessoria de Imprensa – Instituto de Promoção do Desenvolvimento
(41) 3271-9148


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